1990-03-17
GUIMARÃES, Airton, “João Ubaldo Ribeiro — o romancista baiano passa os olhos sobre a cultura brasileira antes de ir morar na Alemanha”, Estado de Minas, 17 mar. 1990.
JUR: “Não sou especialista em cultura, aliás não sou especialista em nada. Não me qualifico para falar em cultura brasileira porque não sou antropólogo, andei apenas de raspão por sociologia (...). ... não penso sistematicamente a respeito de problemas como o homem brasileiro, a cultura brasileira (...). O que acontece, certamente, é que meus livros dão a impressão às pessoas de que eu penso sistematicamente nesse assuntos (...)”.
JUR: “A América Latina, (...) é uma ficção. Quanto à cor da pele, por exemplo, acho que não existe o negro, pois isto é uma categoria inventada pelo colonialismo. Vamos supor que existisse algum colonizador negro na Europa. Ele iria distinguir entre um belga e um italiano? Seria tudo branco. No entanto, a gente diz cultura negra, ninguém fala em cultura branca. De vez em quando, um livro meu sofre uma crítica que vem assim: não é isto que poderíamos esperar de um escritor da terra de García Marquez, de Vargas Llosa, como se eu fosse obrigado a reproduzir padrões que eles inventaram para a nossa literatura”.
17 de março de 1990
16 de março de 1990
"Eu não tenho cara e nem jeito de escritor"
1990-03-16
BORGES, Afonso, “Eu não tenho cara e nem jeito de escritor — João Ubaldo fala de sua literatura”, Hoje em dia, 16 mar. 1990.
JUR: “Eles [alguns brasilianistas chatos] ficam indignados quando eu falo que o primeiro índio que eu vi na minha vida foi um Apache, no Arizona. E depois vi o Juruna na casa do Darcy Ribeiro”.
BORGES, Afonso, “Eu não tenho cara e nem jeito de escritor — João Ubaldo fala de sua literatura”, Hoje em dia, 16 mar. 1990.
JUR: “Eles [alguns brasilianistas chatos] ficam indignados quando eu falo que o primeiro índio que eu vi na minha vida foi um Apache, no Arizona. E depois vi o Juruna na casa do Darcy Ribeiro”.
14 de março de 1990
"João Ubaldo fala hoje no teatro da Católica”
1990-03-14
NÃO ASSINADO, “João Ubaldo fala hoje no teatro da Católica”, O Estado de Minas, 14 mar. 1990. “Falar sobre cultura brasileira não é o seu forte."
JUR: "Não sou antropólogo, nem sociólogo, não me considero qualificado, sou apenas um romancista”.
NÃO ASSINADO, “João Ubaldo fala hoje no teatro da Católica”, O Estado de Minas, 14 mar. 1990. “Falar sobre cultura brasileira não é o seu forte."
JUR: "Não sou antropólogo, nem sociólogo, não me considero qualificado, sou apenas um romancista”.
1 de dezembro de 1989
“O que é que o baiano tem?"
1989-12
PESSOA, Isa, “O que é que o baiano tem? — O autor de O sorriso do lagarto fala sobre política, vida literária e declara que vai trocar Itaparica por Berlim”, Leia, dez. 1989, p. 3-7.
JUR: “Acho que existe uma literatura brasileira, sim, embora ache que tem muito débil mental francês, ou inglês, ou alemão, que ainda procura em nós aquele elemento exotique”.
PESSOA, Isa, “O que é que o baiano tem? — O autor de O sorriso do lagarto fala sobre política, vida literária e declara que vai trocar Itaparica por Berlim”, Leia, dez. 1989, p. 3-7.
JUR: “Acho que existe uma literatura brasileira, sim, embora ache que tem muito débil mental francês, ou inglês, ou alemão, que ainda procura em nós aquele elemento exotique”.
“O que é que o baiano tem?"
1989-12
PESSOA, Isa, “O que é que o baiano tem? — O autor de O sorriso do lagarto fala sobre política, vida literária e declara que vai trocar Itaparica por Berlim”, Leia, dez. 1989, p. 3-7.
JUR: “Ele foi uma figura primordial na minha vida. (...) uma pessoa facílima, um homem doce”.
25 de novembro de 1989
“O lagarto ri, e o mundo já não é o mesmo"
1989-11-25
RIBEIRO, Leo Gilson, “O lagarto ri, e o mundo já não é o mesmo”, Jornal da Tarde, 25 nov. 1989.
LGR: “Sem colocar o leitor, de forma alguma, na camisa de força do raciocínio fanático, (...) João Ubaldo Ribeiro demonstra (...) até que ponto o Brasil (...) não pode se furtar à sua época nem à internacionalização dos acontecimentos da espaçonave única, a Terra. É nela que as ações e omissões de qualquer de nossos Primeiro, Segundo e Terceiro Mundos estão, indissoluvelmente, ligadas...”.
RIBEIRO, Leo Gilson, “O lagarto ri, e o mundo já não é o mesmo”, Jornal da Tarde, 25 nov. 1989.
LGR: “Sem colocar o leitor, de forma alguma, na camisa de força do raciocínio fanático, (...) João Ubaldo Ribeiro demonstra (...) até que ponto o Brasil (...) não pode se furtar à sua época nem à internacionalização dos acontecimentos da espaçonave única, a Terra. É nela que as ações e omissões de qualquer de nossos Primeiro, Segundo e Terceiro Mundos estão, indissoluvelmente, ligadas...”.
16 de novembro de 1989
“Ciências versus religião na Bahia de João Ubaldo”
1989-11-16
MARETTI, Eduardo, “Ciências versus religião na Bahia de João Ubaldo”, Caderno 2, Leitura, O Estado de S. Paulo, São Paulo, 16 nov. 1989, p. 4.
EM: “A literatura fortemente enraizada na cultura de uma nação é (...) aquela que as gerações contemplam, independentemente da ‘atualidade’ de seu conteúdo e/ou de sua forma, como se contemplassem a si mesmas, seus fantasmas, mitos, arquétipos. Sua cultura. (...)".
EM: “Entre os escritores que podem ser considerados importantes na cultura particular da nação baiana, Jorge Amado e João Ubaldo Ribeiro se inserem como fundamentais”.
MARETTI, Eduardo, “Ciências versus religião na Bahia de João Ubaldo”, Caderno 2, Leitura, O Estado de S. Paulo, São Paulo, 16 nov. 1989, p. 4.
EM: “A literatura fortemente enraizada na cultura de uma nação é (...) aquela que as gerações contemplam, independentemente da ‘atualidade’ de seu conteúdo e/ou de sua forma, como se contemplassem a si mesmas, seus fantasmas, mitos, arquétipos. Sua cultura. (...)".
EM: “Entre os escritores que podem ser considerados importantes na cultura particular da nação baiana, Jorge Amado e João Ubaldo Ribeiro se inserem como fundamentais”.
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