1 de abril de 1990

"João Ubaldo abre o livro: ninguém hoje vive no país só de literatura"

1990-04-01
QUEIROZ, Vânia, “João Ubaldo abre o livro: ninguém hoje vive no país só de literatura — Autor do livro Sargento Getúlio e de outros, ele vai visitar alguns países da Europa e morar na Alemanha”, Jornal de Opinião, 1 a 7 abr. 1990.

JUR: “Se o Glauber estivesse aqui provavelmente ele estaria dizendo uma porção de coisas originais a respeito do Brasil. Ele tinha uma visão muito peculiar, muito percuciente da realidade brasileira”.

JUR: “Agora, o que ele significou para o cinema eu teria que ser crítico, analista. Ele foi uma figura inarredável da história brasileira, cuja significação eu não tenho condições para analisar”.

17 de março de 1990

“João Ubaldo Ribeiro — o romancista baiano passa os olhos sobre a cultura brasileira antes de ir morar na Alemanha”

1990-03-17
GUIMARÃES, Airton, “João Ubaldo Ribeiro — o romancista baiano passa os olhos sobre a cultura brasileira antes de ir morar na Alemanha”, Estado de Minas, 17 mar. 1990.

JUR: “Não sou especialista em cultura, aliás não sou especialista em nada. Não me qualifico para falar em cultura brasileira porque não sou antropólogo, andei apenas de raspão por sociologia (...). ... não penso sistematicamente a respeito de problemas como o homem brasileiro, a cultura brasileira (...). O que acontece, certamente, é que meus livros dão a impressão às pessoas de que eu penso sistematicamente nesse assuntos (...)”.

JUR: “A América Latina, (...) é uma ficção. Quanto à cor da pele, por exemplo, acho que não existe o negro, pois isto é uma categoria inventada pelo colonialismo. Vamos supor que existisse algum colonizador negro na Europa. Ele iria distinguir entre um belga e um italiano? Seria tudo branco. No entanto, a gente diz cultura negra, ninguém fala em cultura branca. De vez em quando, um livro meu sofre uma crítica que vem assim: não é isto que poderíamos esperar de um escritor da terra de García Marquez, de Vargas Llosa, como se eu fosse obrigado a reproduzir padrões que eles inventaram para a nossa literatura”.

16 de março de 1990

"Eu não tenho cara e nem jeito de escritor"

1990-03-16
BORGES, Afonso, “Eu não tenho cara e nem jeito de escritor — João Ubaldo fala de sua literatura”, Hoje em dia, 16 mar. 1990.

JUR: “Eles [alguns brasilianistas chatos] ficam indignados quando eu falo que o primeiro índio que eu vi na minha vida foi um Apache, no Arizona. E depois vi o Juruna na casa do Darcy Ribeiro”.

14 de março de 1990

"João Ubaldo fala hoje no teatro da Católica”

1990-03-14
NÃO ASSINADO, “João Ubaldo fala hoje no teatro da Católica”, O Estado de Minas, 14 mar. 1990. “Falar sobre cultura brasileira não é o seu forte."

JUR: "Não sou antropólogo, nem sociólogo, não me considero qualificado, sou apenas um romancista”.

1 de dezembro de 1989

“O que é que o baiano tem?"

1989-12
PESSOA, Isa, “O que é que o baiano tem? — O autor de O sorriso do lagarto fala sobre política, vida literária e declara que vai trocar Itaparica por Berlim”, Leia, dez. 1989, p. 3-7.

JUR: “Acho que existe uma literatura brasileira, sim, embora ache que tem muito débil mental francês, ou inglês, ou alemão, que ainda procura em nós aquele elemento exotique”.

“O que é que o baiano tem?"

1989-12
PESSOA, Isa, “O que é que o baiano tem? — O autor de O sorriso do lagarto fala sobre política, vida literária e declara que vai trocar Itaparica por Berlim”, Leia, dez. 1989, p. 3-7.

JUR: “Ele foi uma figura primordial na minha vida. (...) uma pessoa facílima, um homem doce”.

25 de novembro de 1989

“O lagarto ri, e o mundo já não é o mesmo"

1989-11-25
RIBEIRO, Leo Gilson, “O lagarto ri, e o mundo já não é o mesmo”, Jornal da Tarde, 25 nov. 1989.

LGR: “Sem colocar o leitor, de forma alguma, na camisa de força do raciocínio fanático, (...) João Ubaldo Ribeiro demonstra (...) até que ponto o Brasil (...) não pode se furtar à sua época nem à internacionalização dos acontecimentos da espaçonave única, a Terra. É nela que as ações e omissões de qualquer de nossos Primeiro, Segundo e Terceiro Mundos estão, indissoluvelmente, ligadas...”.