1 de dezembro de 2016

“João Ubaldo Ribeiro — Um personagem que esqueceu de se incluir num dos seus oito livros"

TEXTO SEM DATA
SÉRGIO, Renato, “João Ubaldo Ribeiro — Um personagem que esqueceu de se incluir num dos seus oito livros, desde o primeiro, Setembro não tem sentido, escrito na flor dos vinte anos — agora reeditado —, até Viva o povo brasileiro, aos 40. E já pensando no próximo: O sorriso do lagarto. Frase padrão: ‘Baiano não nasce, estreia’”, Revista Ele Ela, texto sem data.

JUR: “Glauber foi um gênio da nacionalidade, o maior cineasta nacional, isso todo mundo tem de engolir, pra começo de conversa. O único que construiu uma linguagem autônoma que resolveu a necessidade de comunicar de tal maneira que forma e conteúdo estivessem integrados na específica situação brasileira. Claro que sofria influência, e até profunda, de Jean-Luc Godard. Mas sua briga foi muito mais difícil, porque Glauber sempre esteve ameaçado de perder e só não perdeu porque tinha uma tal potência intelectual, uma tal pujança de imaginação e uma tal habilidade de viver — contraposta a uma proverbial inabilidade de viver —, que permitiram que ele continuasse naquela briga de foice no escuro. E ele continuou, porque brasileiro prefere Godard, prefere Bergman, prefere Kurosawa, prefere qualquer coisa, desde que não seja da gente. (...) Assim, no limite do que se poderia chamar ‘a loucura de Glauber’, ele produziu uma linguagem brasileira, sem xenofobias”.

25 de novembro de 2016

Quem tem medo de Campos de Carvalho? (capa)

Quem tem medo de Campos de Carvalho?, Rio de Janeiro, Editora 7Letras, 2004, 289p. (ISBN: 8575771353)

Programa "GloboNews Literatura"


Batella, Juva. 2016. Depoimento a Edney Silvestre para o programa "GloboNews Literatura - Três gênios da literatura de invenção", sobre o meu livro Quem tem medo de Campos de Carvalho? Rio de Janeiro, 25 nov.

→ O programa teve como tema os escritores Campos de Carvalho, Murilo Rubião e Simões Lopes Neto.


24 de novembro de 2016

"Três gênios da literatura de invenção", depoimento de Juva Batella a Edney Silvestre


Depoimento a Edney Silvestre, para o programa "GloboNews Literatura" - "Três gênios da literatura de invenção", que tratou dos escritores Campos de Carvalho, Murilo Rubião e Simões Lopes Neto. Este vídeo foi editado, tendo seu conteúdo reduzido e contendo apenas o trecho referente a Campos de Carvalho. Exibido em 25/11/2016. 

BATELLA, Juva. Quem tem medo de Campos de Carvalho? Rio de Janeiro: ed. 7Letras, 2004, 289p. (ISBN: 8575771353)

10 de novembro de 2016

"O realismo inclusivo de Campos de Carvalho"

Dia 10 de novembro de 2016, PUC-Rio, LAC – Laboratório de Artes Cênicas, 14:30 ("Encontros imprevistos")
. Performance artística - Leitura de trechos selecionados das obras de Rawet, Campos de Carvalho e Guimarães Rosa por alunos de Letras e de Artes Cênicas da PUC-Rio

. Debates - Mediadora: Rosana Kohl Bines (PUC Rio); Participantes: Helena Martins (PUC Rio), "Palavras catrumanas e severinas"; Mauro Gaspar Filho, "1956: um round Walter Campos de Carvalho x Samuel Rawet"; Juva Batella, "O realismo inclusivo de Campos de Carvalho"; Stefania Rota Chiarelli (UFF), "Caminhos para Rawet: conversa entre pares"

O realismo inclusivo de Campos de Carvalho (resumo)
Juva Batella

Campos de Carvalho costuma ser lido como um autor afastado do realismo literário e próximo do fantástico (é chamado de surrealista, intimista, psicológico e nonsense). Nesta ordem entram, mesmo que de forma apressada, seus romances A lua vem da Ásia, Vaca de nariz sutil, A chuva imóvel e O púcaro búlgaro — este último uma verdadeira celebração do nonsense-comédia, que se lê de olhos arregalados ou às gargalhadas.

Como então pensar que em 1956, data em que publicou A lua vem da Ásia, vieram também à baila Grande Sertão: veredas e Corpo de Baile, de Guimarães Rosa; Contos do imigrante, de Samuel Rawet; Encontro marcado, de Fernando Sabino; e Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto? Nossa proposta é tentar uma outra aproximação com o romance A lua vem da Ásia, lendo-o como um texto fantástico, sim, mas que vai além, incorporando realidades díspares. Sua linguagem, para isso, é inclusiva, deglutidora, capaz de conviver com diversas formas de realismo. O fantástico, em Campos de Carvalho, ultrapassa a realidade imediata do real; é mais realista, mais alargado e potente, conforme sugere Cortázar em suas reflexões sobre seus contos — para ele fantásticos, sim, e justamente por isso muito realistas.

30 de junho de 2016

"(Cattus Fugit)"

Revista Navegações, v. 9, n. 2, 2016
Revista de Cultura e Literaturas de Língua Portuguesa

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

(Programa de Pós-Graduação em Letras)

Universidade de Lisboa
(Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias)



Avaliação do Qualis CAPES - 2015
ÁREA CAPES - Letras/Linguística
CLASSIFICAÇÃO - B1


(Cattus Fugit)
Resenha de Eurídice Gomes sobre o livro Do gato Ulisses as sete histórias